Diário
Um olhar sobre a Igreja e a sociedade feito de humor e amor

31 Maio 2001

Nestes dias que são os nossos, foi apenas um pequeno resto, constituído sobretudo por mulheres de idade, que, neste mês de Maio, ainda aguentou sair de casa, depois do jantar, em direcção à igreja paroquial ou a uma capela católica, para aí rezar o terço e fazer o "Mês de Maria". Quem, mais uma vez, acaba de se submeter a este ritual, fê-lo na convicção de que, assim, está a honrar Maria, mãe de Jesus. Nem sequer lhe passa pela cabeça que está a ser escravo dum ancestral culto idolátrico, em honra da grande deusa virgem e mãe, uma divindade feminina que os povos primitivos imaginaram/inventaram, juntamente, com outras deusas e uma variedade de deuses, bons e maus, aos quais prestavam reiterados cultos públicos, numa tentativa de afugentarem das suas vidas e das suas iniciativas, nomeadamente, dos campos que cultivavam e dos rabanhos que tratavam, todo o tipo de mazelas, que eles pensavam ser castigos e vinganças desses mesmos deuses e deusas.
No Império romano, por exemplo, e ainda antes do Cristianismo, o mês de Maio era o mês dedicado aos cultos da imagem da grande deusa Virgem e mãe. Era o mês das rosas e da deusa das rosas, ou senhora do rosário (= das rosas). Era a Primavera em plena pujança. Apetecia, por isso, sair das casas e peregrinar, durante dias, aos lugares altos, onde se erguia a ermida ou o santuário da deusa e, pelo caminho, cantar e dançar em pequenos grupos. Apetecia mergulhar e viver em plena natureza, nos campos floridos. Apetecia sair à noite e ouvir a natureza, deixar-se inebriar por ela, envolver-se nos seus cheiros campestres. Apetecia amar e ser amado, em coitos clandestinos e com a lua por companhia. Apetecia dar largas ao amor erótico, num culto feito de corpos entrelaçados, que tinha tudo de festivo e de saudável, em que estes se libertavam e se reabilitavam, longe da repressão e da proibição moralista em que os chefes das religiões, politeístas ou monoteístas, tanto faz, sempre costumam ser peritos.
Nestes dias que são os nossos, é apenas um pequeno resto de pessoas que ainda persiste na prática religiosa do mês de Maio, patrocinada, desde há séculos, pela Igreja católica, e totalmente orientada para o culto à imagem da senhora do rosário. Uma imagem que até as três crianças da paróquia católica de Fátima, em Portugal, já conheciam, sob essa designação, antes de terem sido vítimas da tosca montagem das chamadas aparições de 13 de Maio a 13 de Outubro de 1917.
Trata-se, porém, dum pequeno resto, situado nos antípodas daquele célebre pequeno resto, de que nos falam os profetas bíblicos. Portanto, uma espécie de anti-pequeno resto bíblico. E por quê? Porque, enquanto o pequeno resto bíblico era constituído por mulheres e homens lúcidos e corajosos, esclarecidos e cheios de discernimento, por isso, saudavelmente resistentes à idolatria reinante do seu tempo, o pequeno resto que, cada ano, no mês de Maio, sai de casa, todas as noites, para ir à reza do terço na igreja paroquial ou na capela católica, onde há, infalivelmente, uma imagem da senhora de Fátima, é um pequeno resto constituído por mulheres e homens, mais mulheres do que homens, e mais mulheres de idade do que mulheres novas, completamente tolhidos, de consciência sem ciência, oprimidos e reprimidos, vítimas do obscurantismo mais aflitivo, incapazes, por isso, de discernir entre Fé cristã e religião, entre Cristianismo e paganismo, entre a imagem da senhora disto ou daquilo e Maria, mãe de Jesus, entre cultos politeístas, realizados em certos templos, e o culto em espírito e verdade, de que nos fala Jesus, no Evangelho de João, entre os deuses e as deusas inventados pelos medos dos povos primitivos e o Deus criador e libertador revelado em Jesus de Nazaré, o Cristo.
Hoje, é precisamente o último dia deste mês de Maio, ou da senhora do rosário, a deusa das rosas. Em algumas paróquias católicas, das mais fundamentalistas e fanáticas, onde os pobres nunca foram verdadeiramente evangelizados, haverá procissões de velas, à noite, nas quais a figura principal, nem sequer são as pessoas de carne e osso que as integram, mas a imagem da mítica deusa ou senhora do rosário, feita de madeira ou de gesso, no seu andor. Apagam-se as luzes eléctricas públicas, para mais e melhor poder sobressair o tremeluzir das velas acesas, nas mãos das devotas e de alguns devotos.
(A simples medida de mandar apagar, por um período de tempo, o da duração da procissão, as luzes eléctricas públicas, diz bem, pelo menos, simbolicamente, que estamos em presença de um culto ancestral, primitivo, do tempo em que as populações e os povos viviam sob o regime das trevas, da não-ciência, da consciência obscurecida, não-iluminada, da consciência-oprimida, não-libertada. Não são, pois, cultos que digam com o nosso hoje e aqui, felizmente, já a mais de duzentos anos de distância da grande Revolução Francesa e da Modernidade, dois eventos que fizeram a História da Humanidade dar um salto qualitativo em frente, uma espécie de Novo Começo, a partir do qual as deusas e os deuses foram oficialmente expulsos, como demónios e como papões, que só serviam para manter no medo as pessoas e os povos. Este facto, só por si, prova que podemos viver no século XXI, mas continuarmos com mentalidade e consciência próprias de povos quase primitivos. Neste particular, é preciso que se diga que as religiões são as grandes responsáveis pela manutenção duma tal situação, porque elas sempre florescem, lá, onde as populações e os povos são portadores duma consciência sem ciência, duma consciência obscurecida, não-iluminada, não-evangelizada).
Há sempre quem apareça e se integre nestas procissões de velas pelas ruas. Assim como há quem se aproxime das ruas por onde a procissão vai passar, com o andor da imagem da senhora do rosário. Fazem-no com o arrogante ar de quem pensa estar de posse da verdade. Nem se apercebem do ridículo em que caem.
Felizmente, a esmagadora maioria da população, hoje, já não vai por aí. Também não faz nada para que esse tipo de manifestações seja boicotado. Até porque os tempos são de tolerância, melhor, de encolher de ombros, de indiferença, estilo, Se ainda há quem goste de fazer essas coisas, pois que as faça.
Escrevi que as pessoas, hoje, já não vão por aí. Mas tenho também de reconhecer que, apesar disso, elas ainda não são pessoas totalmente libertas da religião. Lá no fundo, têm ainda um certo receio de que, se ridicularizam as procissões de velas e outras manifestações religiosas do género, a vida delas pode, de repente, começar a andar para trás.
Fôssemos já uma Humanidade radicalmente libertada e evangelizada, e manifestações desta natureza seriam até impensáveis entre nós. Pela simples razão de que ninguém concordaria em dar-lhes corpo com o seu corpo. Só que os medos ancestrais ainda perduram nas pessoas e, por isso, mesmo que já não alinhemos nesse tipo de coisas, também não nos atrevemos a ridicularizá-las, ou a escrever contra elas.
Por mim, faço-o, aqui e em toda a parte, na maior das descontracções. Porque o Deus em quem creio é o primeiro a puxar por mim, para que eu seja uma pessoa liberta de todo o tipo de medo, também e antes de mais, do medo dos míticos deuses e das míticas deusas, bem como das perversas hierarquias que lhes andam coladas e medram à sua sombra.
Entre nós, a imagem da senhora ou deusa do rosário, tem um apêndice: - "de Fátima". É senhora do rosário de Fátima. Devido à patranha das aparições de 1917. Assim, a imagem da deusa que era simplesmente "senhora do rosário" e que, no século I da nossa era, recebia cultos públicos em qualquer parte do Império romano, passou a aparecer ligada a uma atrasada aldeia do interior de Portugal. De deusa do Império romano, passou a deusa portuguesa ("Enquanto houver portugueses / tu serás o seu amor", diz a letra, mais do que parola, dum cântico em sua honra). Portuguesa, sim, mas, como verdadeira multinacional que é, com pretensões de vir a dominar o ser/viver dos povos do mundo, nomeadamente, os mais empobrecidos e sofredores.
Não a senhora de Fátima, evidentemente, que não passa duma pobre imagem cega, surda e muda, simples objecto, o exemplo acabado da não-pessoa humana. Sim, os clérigos espertalhões que estão por trás dela, que administram o(s) seu(s) santuário(s), como se a senhora do rosário de Fátima fosse realidade e não mentira. E que são capazes de tudo, para levar as pessoas, com vidas mais fragilizadas e mais complicadas, a acreditar que a imagem dela é a solução para todas as suas fragilidades e complicações. Quando é manifesto que não é. Quando é manifesto que essa crença – melhor, crendice – é pura mentira.
Quem vem a Fátima, ou quem, em qualquer parte do mundo, presta culto, privado ou público, à imagem da senhora do rosário de Fátima, não sabe que está a dar sequência, neste início do século XXI e do terceiro milénio, aos cultos públicos e invulgarmente concorridos, que os povos primitivos e, concretamente, os povos do Império romano, prestavam à imagem da senhora ou deusa do rosário.
Os ritos deste culto, mentirosamente dito "mariano" (a verdade é que é um culto indubitavelmente pagão e idolátrico) são praticamente os mesmos daqueles antigos cultos politeístas. Concretamente, a procissão das velas, com a imagem da deusa transportada no andor sobre os ombros de alguns homens, previamente, escolhidos, é uma manifestação característica dos cultos politeístas, prestados em público, à imagem da grande deusa virgem e mãe, e que os povos primitivos ciclicamente realizavam. Os cânticos, sempre os mesmos, e as fórmulas de oração, sempre as mesmas, repetidos até à exaustão – um rosário, por exemplo, obriga quem o recita, a repetir 150 vezes a mesma fórmula, iniciada pelas palavras, Avé, Maria! – são expressões manifestamente pagãs desses mesmos cultos.
Até Jesus de Nazaré, no Evangelho de Mateus, já conhecia esse tipo de cultos pagãos e essa religiosidade popular, que atraía multidões, as mais aflitas e as mais sofredoras, cujas vidas eram verdadeiros becos sem saída.
Pensam que Jesus se alegrou com esses cultos? Que alguma vez os promoveu? Que os integrou? De modo algum. Insurgiu-se contra eles, na medida em que percebeu que esses cultos idolátricos contribuíam, ainda mais, para manter na opressão as populações, já de si oprimidas e esmagadas.
Vejam o registo que o Evangelho de Mateus (6, 7-8) faz das palavras de Jesus, a este propósito: "Nas vossas orações, não sejais como os pagãos, que usam de vãs repetições, porque pensam que, por muito falarem, serão atendidos. Não façais como eles, porque o vosso Pai celeste sabe do que necessitais antes de vós lho pedirdes".
Quando a Igreja católica aceitou converter-se em religião católica e na religião oficial e única do Império romano, os cultos politeístas foram todos proibidos. Mas não desapareceram até hoje. Entraram na clandestinidade. A imagem da grande deusa virgem e mãe passou, então, de figura mítica, que sempre foi, a nome duma mulher histórica, Maria, mãe de Jesus, a qual, para o Cristianismo, foi, é e será sempre referência bem destacada.
Para falar com mais propriedade, a mítica deusa praticamente nem mudou de nome. Continuou a ser referida como nossa senhora (= nossa deusa), só que as populações foram catequizadas na mentira pelo clero católico e, sempre que dissessem nossa senhora, deveriam pensar que estavam a referir-se a Maria, mãe de Jesus. Não estavam. Nem estão.
Porém, as populações não se fizeram rogadas. Se os novos chefes da nova religião do Império romano pretendiam que as coisas fossem assim, as populações catequizadas na mentira por esses mesmos chefes, acabaram por acatar as novas orientações. Pelo menos, aparentemente. Porque, na verdade, nunca era na mulher histórica, Maria de Nazaré, que pensavam, quando recorriam à imagem de nossa senhora. Era sempre na grande deusa que pensavam e, por isso, recorriam a ela com toda a devoção, na convicção (melhor, na ilusão) de que ela era toda poderosa, ainda mais do que o grande Deus, porque mãe dele, como tal, era a única que lhes podia valer em todas as aflições.
O clero católico bem deve ter percebido que os cultos em honra de nossa senhora distou e daquilo, eram a continuação dos velhos cultos idolátricos politeístas em honra da grande deusa virgem e mãe, anteriores ao próprio Cristianismo. Mas não quiseram saber. Afinal, eles é que eram os gestores dos respectivos santuários, assim como eram eles quem tirava proveito de toda essa mentira organizada. Para que haveriam de se incomodar?
Por outro lado, se as populações abrissem os olhos, como haveriam eles de sobreviver ou até de enriquecer? Sobretudo, como haveriam de manter os inúmeros privilégios de que gozavam? Não é verdade que esse tipo de privilégios clericais só são possíveis entre populações de olhos fechados, sem capacidade crítica, ingénuas, teologicamente analfabetas, ignorantes, no que respeita ao Evangelho de Jesus? Não são populações assim, que facilmente se deixam convencer de que os clérigos/sacerdotes/pastores/chefes religiosos são representantes de Deus no meio delas, e, depois, os tratam como tais?
Pois bem, é ainda aqui que estamos, neste início do século XXI e do terceiro milénio. Na mentira. Na mais crassa das mentiras. As populações continuam a correr atrás da imagem da grande deusa virgem e mãe, continuam a prestar-lhe reiterados cultos públicos, continuam a carregar sobre os seus ombros o andor com a sua imagem, continuam a desfazer-se dos seus bens, a favor dos santuários onde a sua imagem está permanentemente exposta e sempre na mesma posição. E - quem o não reconhece? – continuam também mergulhados nas aflições, nas doenças, no beco sem saída, em que se tornou o seu viver.
A Igreja católica sabe que as coisas são assim. Mas faz de conta. Em vez de reconhecer o facto, mente e diz que todas essas movimentações religiosas populares são em honra de Maria, mãe de Jesus. Ao falar assim, a Igreja católica sabe que mente com quantos dentes tem na boca. Mas não está disposta a perder nem os fabulosos lucros financeiros que esta mentira lhe rende, nem a enorme influência social e política que daí lhe advém.
Ela sabe, também, que, sempre que for necessário, tem do seu lado as populações que, nas suas aflições, correm para os santuários da grande deusa virgem e mãe, chame-se nossa senhora do rosário de Fátima ou outro nome qualquer, pouco importa. Ela sabe que, em qualquer momento, pode utilizar as populações fanatizadas e não evangelizadas, como arma, contra os representantes do Poder político que ameacem retirar-lhe os privilégios, de que ela sempre usufruiu e quer continuar a usufruir mais e mais.
Não se pense, entretanto, que as populações estão melhor assim, com a imagem duma nossa senhora de gesso, de madeira ou de plástico, para cada necessidade de que padeçam. Não estão. A mentira nunca foi caminho de libertação para a liberdade. Nunca foi caminho para que a dignidade humana nasça, se desenvolva e se afirme nas populações. A mentira é o caminho mais curto para a opressão, para a indignidade humana, para a desgraça, para o infantilismo das populações.
"Amai a verdade, que a verdade vos fará livres", proclama Jesus, no Evangelho de João. Exactamente, o contrário do que faz a Igreja católica, nesta área do culto público à senhora do rosário de Fátima e de outras nossas senhoras quaisquer.
Mas há mais. Desde que os cultos públicos e politeístas da senhora do rosário passaram a ser controlados pelo clero católico, nomeadamente, os cultos públicos e politeístas em honra da senhora do rosário de Fátima, as populações ainda ficaram piores do que antes, quando esses cultos eram assumidamente politeístas e pagãos.
É que, desde então, esses cultos perderam toda a carga erótica que, originalmente, tinham e para onde apontavam. Em seu lugar, o clero católico implantou a repressão sexual, a mais feroz. Tudo em nome duma moral que não pode sequer ouvir falar em corpo, em sexo, em prazer sexual, em amor erótico. Muito menos pode tolerar que as pessoas avancem por aí, se, assim, livre e responsavelmente, entenderem.
Ao menos, os cultos politeístas em honrada senhora do rosário ou das rosas, em Maio, no tempo do Império romano, quando o Cristianismo ainda não se havia convertido em religião católica e religião oficial e única do Império, eram cultos em que essa carga erótica estava muito presente.
As procissões e as peregrinações de Maio, aproximavam mulheres e homens e proporcionavam relações amorosas sem casamento, coitos de intenso prazer sexual, que, fora dessas ocasiões, eram mais difíceis de acontecer. As populações pelavam-se todas por esses cultos, devido às oportunidades de prazer sexual que eles proporcionavam, à semelhança do nosso S. João do Porto ou de Braga, mas em ponto muito maior.
Ora, com a controlo do clero católico, esta dimensão erótica foi progressivamente reprimida. Tudo passou a ser pecado mortal. Tudo foi proibido. Em lugar do prazer sexual erótico, passou a vingar a repressão sexual. O corpo passou a ser encarado como inimigo da alma. Tinha, por isso, de ser reprimido. Maltratado. Chicoteado. Castigado com jejuns. Macerado. O sacrifício, a autoflagelação, a autotortura, a privação de alimentos e de festa, passaram a ser os valores que deviam ser cultivados, como via de acesso à grande deusa virgem e mãe.
Bem sei que o clero católico ainda hoje não consegue cantar completa vitória, neste campo, mesmo depois de volvidos todos estes séculos. Só em parte essa vitória foi alcançada. E sobre uma ínfima parcela da Humanidade.
A esmagadora maioria das pessoas e das populações não vai por eles, não vai pelo seu moralismo estúpido. Basta ver como são, ainda hoje, as chamadas festas populares, mesmo aquelas que são realizadas em redor duma nossa senhora qualquer coisa. As populações não querem saber de Maria, mãe de Jesus, para nada. Estão-se nas tintas para ela e para os valores que ela, historicamente, viveu e proclamou.
Pelo contrário, aproveitam os dias de festa para comerem e beberem à farta, organizam bailes mais ou menos sensuais e eróticos, cantam e dançam até às tantas e, quantas vezes, tudo isso acaba num coito proibido, segundo as leis do clero católico.
Mas ainda bem que as coisas se passam assim. Bom será que haja cada vez mais progressos nesta via. E que, depressa, as populações restaurem as suas festas pagãs, sem interferência do clero católico. E a Igreja católica, se quiser ser Igreja cristã e jesuánica, ocupe-se exclusivamente na missão de Evangelizar os pobres.
Se o fizer, as populações serão cada vez mais esclarecidas, libertadas, autónomas, responsáveis e sororais/fraternas. E nessa medida serão também populações que fazem o êxodo do paganismo e da idolatria para a liberdade.
Então, em lugar de termos deusas e deuses, como protagonistas das festas e dos momentos de aflição, teremos populações, mulheres e homens, como protagonistas. Mulheres e homens constituídos na dignidade. Construtores duma Terra de justiça, de igualdade, de partilha e de paz. Sem deusas. Sem deuses. Sem chefes. Simplesmente, mulheres e homens com Deus criador e libertador dentro de cada uma e de cada um.

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