Diário
Um olhar sobre a Igreja e a sociedade feito de humor e amor

22 Fevereiro 2001

Ontem, em Roma, foi a entrega do barrete cardinalício (a expressão, pelo menos, na língua portuguesa, não pode ser mais equívoca e grotesca. Está mesmo a sugerir que o papa "enfiou o barrete" a uns quantos bispos do mundo, dois dos quais portugueses. E eles, quais crianças grandes, ainda se mostram muito contentes e agradecem, bajuladores). Hoje, foi a entrega do respectivo anel (não se podia fazer tudo ontem, porque, assim, lá se ia a pompa e a circunstância, tão do gosto dos grandes deste mundo!). Logo a seguir, todos os novos cardeais juntam-se numa celebração eucarística, presidida pelo Papa João Paulo II.
Como quem pretende dizer, pelo menos, simbolicamente, que Jesus de Nazaré, o Crucificado/Ressuscitado, está com todo este folclore eclesiástico, uma espécie de Carnaval antecipado, e com todas as outras coisas do género, em que a Cúria do Vaticano é sobejamente perita.
Mas não está. Não pode estar. Sob pena de termos de desistir, eu, pelo menos, de sermos cristãs e cristãos. Em nome da mais elementar dignidade humana e da mais elementar honestidade. Também em nome do bom senso e, sobretudo, do bom gosto. Tudo valores que o Consistório de cardeais manifestamente não tem, nem pode ter, uma vez que é da sua natureza intrínseca colocar-se lá em cima, muito acima, dos demais membros da Igreja, e dotados de privilégios que uma cultura democrática e não discriminatória das mulheres, jamais pode tolerar.
É, por isso, que eu digo, desde já, que o Consistório dos cardeais é uma instituição vaticana que, pura e simplesmente, tem de desaparecer. Porque é um arremedo de Igreja. Uma anti-Igreja de Jesus. Uma negação viva do Evangelho de Jesus.
Pode, episodicamente, ter contribuído, para ajudar a resolver alguns problemas conjunturais, na eleição do papa, mas, depois de todos estes séculos, é ele próprio um quase insolúvel problema na Igreja. E como cancro que é, tem de ser urgentemente extirpado. Sob pena de acabar por gangrenar todo o corpo eclesial.
Entretanto, e como estamos na era da comunicação social global, as televisões, sempre disponíveis para cobrir todo o tipo de espectáculos que ajudem a distrair as massas humanas, nomeadamente, as que não têm pão, nem saúde, nem trabalho, nem dignidade reconhecida - seja o espectáculo duma tourada, ou duma festa com touros de morte em Barrancos, onde o vermelho também é a grande atracção, para além, é claro, do touro e do toureiro, seja o espectáculo dum Consistório de cardeais, como este – encarregaram-se de mostrar tudo em directo, urbi et orbi.
O que faz com que a vergonha e o escândalo, que, concretamente, este colorido espectáculo eclesiástico católico encerra, sejam ainda maiores. Porque a criação de novos cardeais da Igreja católica, para mais, no medievo e bacoco estilo que este Consistório acaba de adoptar, tem sobretudo uma face de vergonha e de escândalo.
A outra face, que os acontecimentos eclesiais sempre deveriam ter, a do sacramento e da boa notícia de Jesus, que liberta e salva a Humanidade, a partir da mais empobrecida e oprimida, não sei se alguém consegue descortiná-la, aqui, no meio de todo este luxo, de todo este fausto, no meio de todos estes homens – nem uma mulher para amostra! – e homens celibatários, já de idade bastante avançada, vestidos de vermelho, dos pés à cabeça e da cabeça aos pés, e presididos por um outro homem, também ele celibatário e de idade ainda mais avançada, já manifestamente, incapaz para o papel de actor principal desta peça teatral que lhe cabe desempenhar, e que leva quem o vê assim, cai-que-não-cai, a ter pena dele e a dizer, Mas não haverá ninguém que convença este homem a ceder o lugar a outro, até para não deixar a impressão, a quem ainda dá atenção a estas coisas eclesiásticas romanas, de que a Igreja católica é assim como uma sádica multinacional de Religião, que obriga, quem um dia aceitou o lugar de papa, a ter de o ocupar até à morte, mesmo que, para isso, tenha de ir de rastos, ou, qualquer dia, tenha de sujeitar-se, até, a cair fulminado no chão, em directo, via tv, para todo o mundo?
Mas então, a Igreja católica, cuja doutrina social insiste tanto no reconhecimento do direito à reforma, por parte das pessoas idosas, ela própria não tem o mínimo respeito para com o idoso João Paulo II? Será que o obriga a manter-se no lugar e em funções até à morte, porventura, até depois da morte? Será que ele, se acamar, ou paralisar, vai ser obrigado a ir deitado no leito ou sentado numa cadeira de rodas – já agora, um leito ou uma cadeira de rodas de ouro e de diamantes, a condizer com a figura e a função do papa, "servo dos servos de Deus" (!?) – presidir às funções que lhe estão destinadas? E será que, mesmo nestas circunstâncias, o pobre do homem ainda vai ser obrigado – ou ele vai-se obrigar a si próprio, com toda a "humildade"!... – a realizar todas aquelas viagens "pastorais" que estão já agendadas e publicitadas, aos países aonde ele ainda não foi e que acha que tem de ir, se não for em vida, ao menos, como cadáver embalsamado?!
Haja modos, senhores eclesiásticos-mor da Igreja católica, no Vaticano! Sobretudo, haja modos, senhores bispos católicos de todo o mundo, chamados a presidir a cada uma das Igrejas locais que, um dia, foi confiada a cada um de vocês! É mais do que tempo de perderem de vez o medo da Cúria do Vaticano e dos seus cardeais.
Por favor, afirmem-se Igreja, na linha do Evangelho de Jesus, não na linha da Cúria do Vaticano, totalmente materialista e muito religiosa, mas sem o mínimo de Fé cristã, pelo menos, aquela genuína Fé cristã que nasce da escuta do Evangelho de Jesus e, sobretudo, da sua alegre vivência no meio de um viver todo tecido de simplicidade e de comunhão.
Por favor, senhores bispos da Igreja católica, deixem de parecer crianças assustadas, sempre que um cardeal duma Congregação vaticana dá um atchim! que chega a fazer-se ouvir nas vossas dioceses. Ou sempre que o núncio apostólico, que vive na capital do país onde vocês são bispos, dá sinais de não estar a gostar do que vocês fazem e dizem.
Sejam, definitivamente, adultos na Fé cristã, senhores bispos da Igreja católica. Sejam outros Cristo no meio de nós, com determinação bastante para enfrentar todo o Poder, a começar pelo Poder da Cúria do Vaticano. A exemplo de Jesus de Nazaré, o Cristo de Deus, que enfrentou sem medo o Sinédrio do seu tempo e os príncipes dos sacerdotes do Templo de Jerusalém!
Oiçam, senhores bispos. Espectáculos eclesiásticos como este Consistório dos novos cardeais, que ontem e hoje as televisões trouxeram até nós, não podem continuar na Igreja de Jesus. Não vedes, meus irmãos na mesma Fé cristã, que espectáculos como este são uma vergonha e que levam a Igreja de Jesus a cair no ridículo?
Não! Não digam que não podem mudar as coisas. Não digam que a Cúria do Vaticano é demasiado poderosa e que vocês não podem fazer nada contra ela. Não é verdade. A cúria do Vaticano só tem o poder que vocês lhe dão. Organizem-se – o Sínodo dos Bispos é o caminho correcto, só que carece de ser verdadeiramente Sínodo dos bispos e não, como até agora, Sínodo da Cúria do Vaticano, ao qual os Bispos são convidados a assistir, sem jamais poderem ser os protagonistas e os que tomam decisões, livre e responsavelmente - e resistam até ao sangue à Cúria vaticana. Não um de cada vez, não um sozinho, como, há anos, fez o Bispo Gaillot, em França e que foi logo destituído, sem que os demais Bispos do mundo – vergonha das vergonhas! - se lhe unissem e se sentissem e se dissessem destituídos com ele.

Sim, senhores bispos, resistam e, organizados, batam o pé à Cúria, como, no princípio, Jesus de Nazaré bateu o pé a Pedro, que já então, pretendia dar-lhe a ele lições de estratégia para a Missão (cf. Mateus 16, 22-23). Mas que eram lições de estratégia que tinham por pai o Diabo, que mete o rabo entre as pernas e logo corre a sentar-se à mesa dos grandes, e não o Espírito Santo de Deus que enfrenta os grandes e logo corre a sentar-se à mesa dos considerados pecadores públicos e malditos de Deus (cf. Marcos 2, 13-17). Ou como, no princípio, o próprio Paulo resistiu a Pedro (a Cúria, com o papa à frente, pensa-se sucessora de Pedro, quando não, sucessora de Jesus, o Cristo, como se este fosse morto e não o Vivente Ressuscitado!) e não hesitou em censurar, diante das irmãs e dos irmãos, o seu comportamento ambíguo e oportunista, que, já, naquele momento, tentava agradar a gregos e a troianos (cf. Gálatas 2, 11-14).
Se o fizerem, verão como a Cúria do Vaticano cairá como um baralho de cartas. Para bem da Igreja de Jesus e para alegria da Humanidade. E com ela, cairá de vez o Consistório dos cardeais.
É bom recordar aqui que os cardeais não são uma criação de Jesus, nem, de modo nenhum, decorrem do seu Evangelho. Pelo contrário, são a negação de um e de outro. Têm tudo a ver com a vaidade humana e com a sede de poder, às quais, pelos vistos, nem certos membros da Igreja de Jesus, por mais piedosos que pareçam, resistem. E, por sinal, todos eles membros mais qualificados e mais responsáveis.
Bastava que cada bispo, que preside à Igreja local que lhe foi confiada, recusasse ir por aí e, automaticamente, desapareciam os cardeais. Bastava que cada bispo e cada cristão não bispo, se convidado a cardeal, dissesse "não", e, no espaço duma geração, deixaria de haver cardeais.
E que ninguém se aflija com a possibilidade de deixar de haver cardeais. Pelo contrário, alegremo-nos. Porque, com o desaparecimento dos cardeais, até a eleição do papa – o próprio nome, "papa", é anti-evangélico, uma vez que o Evangelho exige que nós, na terra, a ninguém chamemos "pai", porque um só é o nosso Pai, Deus, e nós somos todos irmãs e irmãos! (cf. Mateus 23, 8-9) - melhor, até a eleição do Bispo, ou do colégio de bispos, que deverá presidir ao serviço de unidade das Igrejas, poderia passar a ser feita directamente por todos os fiéis, mulheres e homens baptizados, de acordo com um processo ainda a inventar, mas não de todo impraticável.

Quem não gostará desta perspectiva que aqui adianto, é certamente quem ainda continua a ter da Igreja de Jesus, a ideia de que ela é uma enorme empresa multinacional, dentro da qual, os respectivos funcionários fazem carreira. Começam por ser simples fiéis baptizados (neste escalão de baixo, as mulheres não são discriminadas, pois, como os homens, também elas têm acesso ao Baptismo e ao Crisma; mas, a partir daí, só os homens baptizados é que podem começar a trepar a montanha do poder eclesiástico). Alguns desses homens baptizados são guindados – também há quem seja simplesmente chamado, mas esses logo são ocasião de grandes sarilhos, no interior da instituição, porque sempre se mostram dispostos a obedecer mais a Deus do que ao poder eclesiástico - ao diaconado, ao presbiterado; destes, um número bastante mais reduzido, ao episcopado; destes, um número ainda mais reduzido, ao cardinalato; e destes, apenas um, finalmente, ao papado!
(No meio, ainda há lugar para uns quantos cónegos, monsenhores, arcebispos, patriarcas!, coisas só de homens, não de mulheres, e, por sinal, coisas mais do que ridículas e caricatas, sobretudo, para quem, como todos eles, se reclamam de discípulos de Jesus Cristo, historicamente, um Crucificado, um Maldito, um Dissidente, um Excomungado).
Bem sei que certa comunicação social, porta-voz duma certa classe e duma certa elite privilegiadas, fica muito agradada com espectáculos como o mediático Consistório dos cardeais. É ver como se apressam a escrever, nos seus "media" mais influentes, loas de requintado mau gosto nacionalista, estilo, É uma honra para Portugal ter dois cardeais no Consistório romano. E como se apressam a titular a notícia do Consistório, em parangonas, na primeira página, estilo, Dois dos 44 novos príncipes da Igreja católica são portugueses!...

Uma Igreja assim, com príncipes e tudo, com uma elite dirigente só de homens e homens de avançada idade, é bem a Igreja que convém a essa classe e a esse elite privilegiadas, é bem uma Igreja à medida de uma e de outra. Pois é uma Igreja que, sem mais aquelas, canoniza e abençoa a existência duma sociedade de desiguais, de ricos e de pobres, de cultos e de ignorantes, de executivos lá em cima e quanto mais distantes das populações melhor, e em que as mulheres, sobretudo, nos países empobrecidos e oprimidos do mundo, continuam ainda condenadas a papéis subalternos, invisíveis, mais como objecto de diversão e de enfeite, do que como seres humanos em toda a plenitude do seu ser/sentir/imaginar/criar/agir/realizar.
"Entre vós não deve ser assim!", diz, com toda a determinação, Jesus de Nazaré aos seus discípulos homens, quando estes guerreavam uns com os outros, a fim de deixarem bem claro qual deles seria o maior.
(Entre as mulheres que seguiam Jesus, uma questão como esta, nunca se levantou, porque elas, ao contrário deles, rapidamente perceberam que, seguir Jesus, não tinha nada a ver com mandar/dominar as pessoas e os povos, e usufruir privilégios sem conta, mas tinha tudo a ver com servir libertadoramente as pessoas e os povos, até dar a vida por elas e por eles)
Não posso deixar de reconhecer que a afirmação de Jesus, "Entre vós não deve ser assim!", não foi dita, evidentemente, a propósito do Conclave dos cardeais do Vaticano, que ontem e hoje, decorreu em Roma. Mas não há dúvida de que se lhe aplica a cem por cento. Sinal de que a Cúria do Vaticano fez orelhas moucas ao Evangelho de Jesus, rasgou o Evangelho e, como Judas, vendeu Jesus por trinta dinheiros, ou, como Pedro que, no decorrer da prisão de Jesus, por três vezes o negou, também ela continua, hoje, repetidamente, a dizer, "Não conheço esse Homem!" (cf. Marcos 14, 71).
O Evangelho de Marcos (10, 41-45) e de Mateus (20, 25-28) colocam aquela paradigmática orientação pastoral de Jesus às suas discípulas e aos seus discípulos, no contexto da sua subida para Jerusalém, onde ele enfrentará duelicamente o Poder sacerdotal e o Poder económico do Templo e do Sinédrio. (Sabemos muito bem quais foram as consequências práticas desse salutar comportamento "imprudente" e "politicamente incorrecto" de Jesus: será preso, julgado e condenado à morte e executado na cruz, como maldito, sob o poder de Pôncio Pilatos, o governador do Império romano que os príncipes dos sacerdotes, entretanto, atraíram à causa deles, com manifesto sucesso.
Lucas, porém, escolhe um outro contexto, ainda mais contundente, para a mesma paradigmática orientação pastoral de Jesus às suas discípulas e aos seus discípulos, através dos tempos: o contexto da última Ceia, exactamente, a poucas horas da prisão e do assassínio de Jesus (cf. Lucas 22, 24-27).
O mesmo faz o Evangelho de João (13, 1-17), se bem que, aqui, já não se trata de um lugar paralelo, como nos Sinópticos, mas da mesma temática, abordada, com originalidade, através duma dramatização teológica, muito bem conseguida, em que Jesus é posto a levantar-se da mesa, a colocar uma toalha à cinta e a lavar os pés a cada um dos discípulos presentes. Por sinal, com grande escândalo para todos eles, com destaque maior para o apóstolo Pedro!
Diz assim o texto de Marcos:
"Jesus chamou-os e disse-lhes: Sabeis como aqueles que são considerados governantes das nações fazem sentir a sua autoridade sobre elas, e como os grandes exercem o seu poder. Não deve ser assim entre vós. Quem quiser ser grande entre vós, faça-se vosso servo e quem quiser ser o primeiro entre vós, faça-se o último de todos. Pois também o Filho do Homem [= o Ser Humano por antonomásia] não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de todos."
Está visto que a Cúria do Vaticano, com o seu papa, chefe de Estado; com o seu Banco privado; com as suas diversas "Congregações" (um eufemismo, para esconder as verdadeiras garras de poder que certos cardeais detêm e exercem até contra aqueles bispos que não os bajulam); com o seu Consistório de cardeais, etc, procede, hoje, precisamente ao contrário do que diz Jesus de Nazaré, o Crucificado/Ressuscitado. Por isso, eu digo e escrevo aqui sem rodeios, ainda que com muita dor: A Cúria do Vaticano é, hoje, um anti-Evangelho de Jesus.
Não. A Cúria do Vaticano não é a Igreja. Nunca foi. Pelo contrário, é a sua mais feia caricatura. Serve-se do nome "Igreja", mas muda-lhe o conteúdo. Por isso, eu continuo presbítero da Igreja católica e é, até, nessa qualidade, que denuncio tudo isto. Como um arriscado acto de amor pessoal à Igreja. Para que ninguém se deixe enganar. Para que ninguém, mulher ou homem, se sinta orgulhoso com o que faz e promove a Cúria do Vaticano. Apenas sinta dor e mágoa.
No Vaticano, parece que a nossa Igreja católica renunciou a ser fiel a Jesus de Nazaré, o Crucificado que Deus ressuscitou. Parece que renunciou a viver e a testemunhar o Evangelho de Jesus, para, depois, coerentemente, o poder anunciar aos pobres do mundo, a tempo e fora de tempo. Também aos ricos do mundo, mas, sempre a partir dos pobres, hoje, a partir dos milhões de imigrantes que invadem os países da União Europeia, e, sobretudo, a partir dos povos do Sul, a morrer à fome e ao abandono em África, na América Latina, na Índia, nas Filipinas, em Timor Loro Sae...
À luz do pensar/dizer/fazer de Jesus de Nazaré, que o Evangelho de Marcos nos acaba de testemunhar, temos de concluir que a entrega, ontem em Roma, pelo papa João Paulo II, do barrete cardinalício, e a entrega, hoje, na mesma cidade, do anel cardinalício, são dois momentos eclesiásticos, bem mediatizados, que constituem uma espécie de anti-sacramento de Jesus Cristo. Ou seja, em lugar de revelar à Humanidade e ao Mundo do século XXI e do terceiro milénio, a Boa Notícia que é Jesus de Nazaré, o Cristo, em toda a sua originalidade, em toda a sua chocante e escandalosa novidade, eis que, estupidamente, o escondeu sob todo aquele aparato - verdadeira injúria aos empobrecidos e excluídos do mundo - pior, caricaturou-o.
Vai daí, a conclusão a que chego só pode ser uma, e bem triste: O Consistório dos novos cardeais, em lugar de ter contribuído para ajudar a resgatar as pessoas e os povos do mundo, do medo e da alienação, da pobreza e dos falsos valores, sistematicamente, veiculados e propagandeados pelos grandes "media" das multinacionais que, hoje, dominam o planeta, contribuiu decisivamente para manter tolhidas e alienadas as pessoas, tolhidos e alienados os povos do mundo. Melhor fora , por isso, que nunca se tivesse realizado!

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